Isto é uma projeção de quanto pode ter sido desviado de 01/01/2018 até este exato momento por: desfalque, falcatrua, negociata, traficância, velhacaria e corrupção.
Trilhões Bilhões Milhões Mil Reais Centavos
 
Denúncia - Mato Grosso
15 de Setembro de 2010, em Cuiabá - MT - R$ 10.025.884,55
CNJ aposenta magistrados do Mato Grosso que desviaram dinheiro para maçonaria
O CNJ (Conselho Nacional de Justiça), por unanimidade, decidiu nesta terça-feira (23/2) afastar dez magistrados do Mato Grosso envolvidos em um suposto esquema que desviou R$ 1,5 milhão do Tribunal de Justiça do Estado. Três desembargadores e sete juízes são suspeitos de participação no desvio dos recursos para favorecer a entidade maçônica Grande Oriente de Mato Grosso.
Pela decisão do CNJ, os magistrados, entre eles o atual e o ex-presidente do TJ-MT, serão aposentados compulsoriamente, conforme proposto pelo relator do processo administrativo, conselheiro Ives Gandra Martins Filho.
Entre os afastados está o atual presidente do Tribunal de Justiça do Mato Grosso, desembargador Mariano Travassos. A assessoria de imprensa do tribunal deve divulgar ainda hoje uma nota sobre a decisão.
De acordo com o relatório da auditoria, a folha de pagamentos suspeitos da editora traz pelo menos R$ 134 mil destinados a José Euricélio e a Israel Guerra entre os anos de 2005 e 2008. José Euricélio era membro da direção da editora da UnB e coordenador-executivo dos programas que, segundo relatório da CGU, tiveram R$ 5,8 milhões desviados para 529 pessoas. Essas pessoas, segundo a CGU, receberam sem a comprovação de que o serviço foi feito.
A CGU relatou a existência de um suposto esquema de terceirização dos serviços na universidade, sem a comprovação de que os serviços tivessem sido efetivamente realizados. A editora da UnB, afirma o relatório, foi usada para captar dinheiro de fundações e distribuir o montante a pessoas ligadas à cúpula da diretoria.
Israel Guerra, filho da ministra Erenice Guerra, da Casa Civil, é apontado pelo relatório da auditoria como um dos beneficiários da folha de pagamento da editora da UnB. De acordo com o documento, ele recebeu pelo menos três pagamentos de R$ 5 mil, entre setembro de 2007 e janeiro de 2008. Todos os pagamentos foram solicitados pelo tio dele e irmão da ministra, segundo a CGU. A função de Israel era a de auxiliar o coordenador dos projetos, ou seja, o próprio tio José Euricélio.
Dos R$ 134 mil em pagamentos suspeitos, R$ 119 mil foram destinados a José Euricélio e os outros R$ 15 mil a Israel Guerra, de acordo com informação da auditoria. Os R$ 119 mil correspondem a um dos projetos vinculados à coordenadoria de José Euricélio e, segundo a CGU, seriam originariamente destinados a ações de apoio a comunidades indígenas no Mato Grosso do Sul e Roraima.
Sobre as ações da editora em comunidades indígenas, o procurador jurídico da Unb, Davi Diniz, classificou como "muito estranhas". "O esquema desvirtuou a função original da editora da UnB, que era publicar livros. O esquema transformou a editora numa grande prestadora de serviços. Hoje, a editora da UnB só atua na área de pesquisa e extensão e só publica livros", afirmou Diniz.
No documento, a CGU conclui que a editora da UnB foi utilizada para fins pessoais dos membros da diretoria, com prejuízo total de mais de R$ 10 milhões, nos quais estão incluídos os R$ 5,8 milhões sob responsabilidade de José Euricélio.
"Diante dos fatos apontados neste Relatório, pode-se concluir pela má utilização dos recursos públicos aplicados no âmbito da Editora Universidade de Brasília - EDU, ocasionando prejuízo ao Erário no montante apurado de R$ 10.025.884,55, afirma o texto do documento.